Pages

Mostrando postagens com marcador antiguidades. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador antiguidades. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

O meu mealheiro!

Poucas coisas, materiais, guardei da minha infância... uma delas foi o mealheiro! Ainda está impecável com cadeados e chave original! Em 34 ou 35 anos de uso entraram e sairam de lá muitos escudos!

Hoje vou dar um ao Piki!

Provavelmente não vai durar tanto, o material é mais manhoso. Provavelmente não vão entrar nem sair tantos euros, com a banalização e praticidade dos cartões, qualquer dia até os miudos os usam...
Mas de uma coisa tenho a certeza: Vai adorar a moeda, de 1 euro, que lá está dentro! E vai usa-la com certeza a andar no Noddy!
Depois... depois, é só ensina-lo a poupar e a gastar sem excesso!

E vocês ainda têm o vosso primeiro mealheiro? Ou, lembram-se como ele era?

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Penico (pinico) antigo!

Sabem o que é aquilo ali na foto? Sabem? Sabem? É o meu tão almejado penico (pinico no Brasil, certo?)!

Consegui este belo penico ágata, e adivinhem onde o vou colocar? No quarto das visitas, hahaha, debaixo da cama!!!

Ter uma sanita (vaso sanitário no Brasil) e casa de banho, por exemplo, nas décadas de 50, 60 e 70 dentro de casa não era para todos. Só as havia nos grandes centros urbanos.

O penico, era essencialmente usado em zonas rurais e aldeias e vilas do interior sem sistema de esgotos. Portanto ter um penico era um luxo quase tão essencial como para nós, hoje em dia, é ter um telemóvel hahaha!!!

Antigamente o penico usava-se debaixo da cama.
Era útil principalmente de noite, quando o dono do dito, sentisse necessidade de fazer uma "chuvinha dourada" ou o "famoso número um"! Assim, evitava ir à rua "arrear o calhau" apontando o terceiro olho para o céu (com sorte) estrelado (já imaginaram por o rabiosque de fora numa noite fria? Até os pelinhos do mesmo congelavam e o mais certo era nem conseguirem fazer nada).
Na manhã seguinte quando o galo cantasse era só ir lá fora e jogar os "produtos" para trás de uma moita, muro ou árvore!

Mas ter o penico debaixo da cama não é tão mau como pode parecer... vejamos o lado positivo: quase podemos comparar isso aos actuais quartos suite (hihihi)!

Chato mesmo devia ser quando os homens os usavam. Se hoje em dia eles pingam tudo e deixam as tampas levantadas (não, querido, não estou a falar de ti! Tu baixas sempre a tampa e nunca a pingas!) nem quero imaginar naquela época. Acertar com o jacto em algo tão pequeno que ainda por cima deve fazer ricochete... ui... nem quero pensar no que saia para fora... ainda mais de noite, ao escuro e com sono!
O que vale é que de manhã o chão à volta já devia estar seco... ou não!!

Já estou a imaginar as nossas avós a ralharem com os maridos:
- Outra vez tudo mijado fora do penico. Não podes mijar deitado e tentar acertar no penico lá em baixo! Gostas tanto de meter a "chouriça" dentro do meu buraco, o penico também tem buraco... segura no penico e mete-a lá dentro que assim não sujas nada!

São uns adoráveis elefantes brancos. E por aí existe 1 penico? Onde você o colocaria dentro de casa?!

sábado, 2 de outubro de 2010

Lavatório antigo

Antigamente, no tempo dos nossos avós e bisavós, era hábito ter no quarto de dormir, um lavatório.

Este pertenceu aos avós paternos do meu marido! No fim de semana fui visitar os meus sogros e o lavatório veio agarrado a mim... hihihi!!

Está completo.
Tem a tampinha para não deixar fugir a água da bacia.
O balde para recolher a suja.
O regador para encher com água limpa!!
Uma fofura!

E de bónus ainda "raptei" também um espelho!

Para completar a casa de banho fica a faltar o bidé para lavar as vergonhas e... o penico!! Mas este ultimo... ainda há-de vir ter um às minhas mãos!! Pena que eles não tenham guardado...

E então... alguém quer lavar as mãos?

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Couto Benamôr e Ach. Brito

Ando numa onde de recuperar o antigo. Descobrir o que os nossos avós usavam, como era o antigamente... Podia-me dar para pior!! haha.

Não resisti a por dentro de casa estes 3 artigos do antigamente... made in portugal!!:


Creme Benamôr

"O creme Benamôr, limpa profundamente, elimina pontos negros, borbulhas, manchas vermelhidão e pano, benefícios imprescindíveis para o aspecto saudável da pele e dissimulação de rugas e estrias.
Através de gerações tem sido e é o creme de beleza preferido pela mulher portuguesa, seja qual for a idade."

Este creme mantém-se fiel à fórmula original e a métodos de preparação extremamente cuidados.

Produzido na Fábrica Nally desde 1928. Localizada no Campo Grande.
Desta fabrica saíram muitos cosméticos de grande popularidade, com direito a aparecerem nas comédias portuguesas dos anos 40. De entre os muitos clientes fiéis destacaram-se, por exemplo, a Rainha D. Amélia ou Salazar.


Pasta Couto

A primeira formula da Pasta Dentífrica Couto foi registada na cidade do Porto a 13 Junho de 1932.
Dizia a publicidade: a pasta Couto “anda na boca de toda a gente”.
De sabor fresco a mentol, a sua fórmula foi criada por Alberto Ferreira do Couto, gerente de farmácia, em parceria com um amigo estomatologista.
Foi criada com o objectivo de limitar a retracção das gengivas.
Ao contrário das da concorrência, esta não foi testada em animais.
Situada até há pouco no centro do Porto, a Fábrica Couto especializou-se sempre em produtos de higiene, sendo também responsável por outro popular e característico produto, o Restaurador Olex (o meu pai usava o da embalagem vermelha hihi).


Sabonete de Alcatrão Ach. Brito

Pelas suas propriedades redutoras e queratolíticas o sabonete de alcatrão é especialmente indicado para descamações de pele, czemas, psoríase e outros problemas do semelhantes!
É anti-séptico, anti-parasitário, anti-seborréico, germicida, anti-pruriginoso, protector e repelente de insectos (Oi? Será que ajuda neste problema?).
Não deve ser usado em pessoas muito sensíveis a alcatrão, com feridas abertas, infecção da pele ou inflamações agudas.
Pode ser usado para lavar a cabeça apesar deixar o cabelo bastante áspero (mas para isso é que existem os condicionadores).

E vocês lembram-se destes produtos?

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Candeeiro a petróleo (querosene)

Nos tempos em que a electricidade era um luxo e a maioria das casas não tinham electricidade... o candeeiro a petróleo era rei!

Foi bastante usado até aos anos sessenta.

Muitas meias foram cosidas , muitos livros foram lidos, muitos jantarem foram feitos, ... à luz da "EDP a petróleo"!

Apesar de falarmos em petróleo, o termo mais correcto é querosene. É um líquido avermelhado de cheiro intenso que se vendia em mercearias ou por vendedores ambulantes ao domicílio.

Estes candeeiros funcionam com uma torcida.
Parte embebida no querosene e parte fora dele. O querosene sobe ao longo da torcida, que não está embebida e quando se acende a ponta da torcida, a chama produzida consome o querosene e a torcida... originando a iluminação.

A torcida vendia-se nas mercearias. O seu formato é achatado.
Uma roda exterior ligada a outra interior dentada e que está em contacto com a torcida, fazem com que esta suba ou desça.

Os candeeiros a petróleo eram normalmente de vidro. Alguns tinham um pé alto (post com foto para breve). As chaminés de vidro destes candeeiros eram importantes uma vez que protegiam a chama e ajudavam a prevenir incêndios.

Para os acender, retira-se a chaminé e encostava-se à torcida um fósforo acesso.
Para apagar, levanta-se a chaminé e com um sopro, apaga-se.

Até o aparecimento da luz eléctrica, as aldeias eram obrigadas a viver na escuridão. A população era obrigada a dormir(? hihihi) muito cedo. O povoado dos meus avó paternos sofria desta falta de luz, se calhar por isso tiveram 12 filhos.

O candeeiro da foto pertenceu aos (bis?)avós do meu OM... mais um objecto cheio de memórias mudas, que se falasse teria certamente muito para nos contar!

E por aí como estamos de candeeiros?

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Metrologia - massa e peso

Todos os corpos têm massa. Para medirmos a massa de corpos usamos uma balança.

A unidade principal das medidas de massa é o quilograma (Kg).

Para saber a massa de objectos usamos a grama (g).

O quilograma é 1000 vezes maior que o grama:
1 Kg = 1000 g
e...
1/2 Kg = 500 g
1/4 Kg = 250 g
1/8 Kg = 125 g

Ainda se lembra disto da escola primária!??!

Há algum tempo atrás vimos uns pesos numa feira de velharias e não resistimos a comprar. São tão bonitos e carregados de história! Quem não se lembra de ir às mercearias e da senhora pesar o arroz e a farinha em balanças antigas onde punha e tirava pesos!?! Mesmo nas feiras e mercados hoje em dia ainda encontramos estas belezas do passado.

Hoje armei-me em ASAE e com uma balança ultra moderna digital (que espero que esteja bem calibrada) fui ver se os pesos estavam bem calibrados!! haha... e apliquei uma multa alguns... ora vejamos:

2007 ... 1001 ... 500 ... 269 ... 218 ... 138 ... 52 ... 20 ... 10 ... 5 ... 2

E vocês gostam de pesos e balanças antigas?

terça-feira, 22 de junho de 2010

69 Primaveras no Verão de 2010

Nunca conheci a minha avó materna e a minha mãe teve o seu carinho durante apenas 8 anos. Faleceu nova e deixou 5 filhos, um deles muito pequeno que acabou por falecer 1 ano depois.

Em pequena lembro-me de achar estranho, que uma mãe só estivesse presente na vida de um filho, durante 8 anos... achava que todos os filhos tinham as mães, vivas, com eles para sempre.

Incomoda-me o facto de uma criança de 8 anos crescer sem mãe. Acredito que foi um trauma que a minha mãe nunca superou.

O meu avô não voltou a casar.

Da minha avó a minha mãe guardou uma única lembrança, um prato Vista Alegre. E dizia que se lembrava da cara dela numa ida da família à feira. Nada de fotografias...

Há cerca de 1 anos atrás consegui o que sempre sonhei ter: uma fotografia da minha avó!! Uma das minhas tias tinha :)

Se estivesse viva a minha avó teria cerca de 98 anos (1912?) e o meu avô 102 (1908?).

Hoje é um dia muito especial para os meus avós e para mim... Mãe, muitas felicidades!! 69 Primaveras cheias de cor!!



Oh avó, nunca tu pensaste um dia andar a circular na net (no teu tempo não havia disto), hã?!?! Ganda maluca esta tua neta :))

P.s.: Alguém me sabe dizer se há alguma possibilidade de se descobrir qual o ano de fabrico de um prato???

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Lanterna companheira

É de noite, está escuro e sigo com a minha lanterna, pelo caminho de terra batida.

Fui jantar à casa do meu filho e nora.

Cheira a campo, a erva, a natureza.

O céu está limpo. Não vejo a lua, mas vejo as estrelas.

A lanterna guia-me os passos, ilumina-me o caminho!

Regresso a casa... Vou dormir!












Tudo isto se passa há uns 110 anos atrás?? Talvez mais!

Este candeeiro funcionava a petróleo.

O material é um metal leve, com acabamentos meio toscos.

Era do bisavô no meu marido. Ele usava-o quando ia jantar à casa do filho (avô do meu homem).
Saia de lá já de noite e o lanterna iluminava-lhe o caminho.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Enfusa, Bilha...

... é uma espécie de jarro de barro onde normalmente se coloca água. Esta conserva a água fresca.

Era muito usada antes de haver água canalizada, garrafas garrafinhas e garrafões!!

Tenho 2 em casa, que pertenceram aos avós do meu marido. Já devem ter cerca de 60 anos. Para beber usava-se um cocharro, uma caneca em barro ou um copo.

Estou de olho noutra. Uma que dá para beber através dela por ter um orifício próprio. Qualquer dia vou rapta-la.


A bilha tem uma lenda!! A lenda de são Jorge, conhecem??

“A Batalha de Aljubarrota travou-se em 14 de Agosto de 1385 entre o exército de D. João I de Portugal e o rei de Castela, num dia de calor abrasador. A batalha tinha sido decidida pelo rei de Portugal e D. Nuno Álvares Pereira, o Condestável, contra a vontade da maioria da nobreza e do exército. A principal razão era a desproporção das forças: trinta mil castelhanos contra sete mil portugueses.

O auxílio esperado de Inglaterra não viria a tempo de evitar um eventual cerco à cidade de Lisboa. Era melhor morrer com honra do que a humilhação da fuga. No dia da batalha encontravam-se os exércitos frente a frente, com o sol a queimar o ar e a sede a começar a torturar os soldados portugueses. O Condestável temia mais a sede que o exército inimigo e incumbiu Antão Vasques de procurar água, uma tarefa difícil dada a secura dos regatos. Mas por S. Jorge tudo era possível! Antão Vasques em vão procurou água e já desesperado desceu do cavalo e ajoelhou-se na terra poeirenta e pediu ao seu anjo da guarda o impossível. No mesmo instante, surgiu uma camponesa com uma bilha de água que quanto mais dela se bebia mais de água se enchia como de fonte inesgotável brotasse. Uma água que saciava a sede e renovava as forças e o espírito.

Os castelhanos atacaram, certos de encontrar os soldados enfraquecidos pela espera e pela sede. Mas os sete mil portugueses aguentaram firmes e para grande surpresa dos castelhanos responderam com tal valentia que estes retiraram em debandada nesse dia de vitória para Portugal. No lugar onde surgiu a jovem camponesa mandou o Condestável erguer a capela de S. Jorge e ainda hoje lá está uma bilha de água para dar de beber a quem passe e tenha sede. S. Jorge ficou também como padroeiro do exército português.”

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Passar a ferro...

é utilizar um instrumento (o ferro) para alisar roupa, através do aquecimento.
Ferros antigos aqueciam-se utilizando óleo, carvão ou gasolina. Os modernos utilizam energia eléctrica.

Isto toda a gente sabe, inclusive eu. Mas a grande duvida, que invadiu os neurónios que restam no meu cérebro, foi:

- Será que não deviam mudar o nome aos ferros de engomar (ferros de passar - no Brasil)??

Os ferros de hoje em dia não têm nenhuma peça em ferro. Deviam chamar-se plástico de engomar ou inox de engomar. É que nem o fio que liga à electricidade é ferro, mas sim cobre.
É quase como chamar a um computador: máquina de escrever.

Ferro de engomar que se preze é em ferro fundido sólido, pesa pelo menos 3 quilos e não tem sistema anti-queimaduras.

Na Europa antes do século 16, retiravam-se os vincos da roupa utilizando uma pedra quente ou um rolo. A ideia de usar o calor para endireitar vestuário foi tão boa que alguém se lembrou de inventar o ferro.

Ferros eram utilizados aos pares. Enquanto um estava a ser usado o outro estava a ser aquecido. Quando o que se estava a usar, arrefecia, era trocado pelo outro. Os ferros eram colocados de face para cima na frente de lareiras ou suspensos sobre o fogo.

O ferro que mostro na foto foi o tipo mais popular de ferro, no século 19. Foi produzido em grandes quantidades. Eles eram muito simples, mas maciços... ou seja muito pesados. Engomar, foi um trabalho muito duro no século 19 (e também em algumas casas no século 20)!

Portanto caras senhoras, meninas e madames, parem de se queixar e toca a ir passar a ferro com os vossos ultra modernos plásticos de engomar a vapor, com caldeira e sistema anti-pingo!!

E vocês o que têm a dizer sobre os ferros?

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Avô dos fogões


Não somos só nós que temos antepassados. Os fogões também os têm!!

Apresento-vos o Soconny Vacuum. Um simpático fogão portátil, usado na modesta casa dos avós paternos no meu mais que tudo.

Segundo o meu S o Soconny esteve em pleno funcionamento à hora das refeições no inicio da década de 50.


Ora estamos em 2010... 2010 - 1950 = aahhh... huuummm... zero para zero na vai nada... cinco para um... humm.. ahh... épa é fazer as contas!!!! (hihihi.. Guterres, será que conseguias fazer esta conta?) 60 anitos!!!

No fundo do mesmo tem a indicação que foi feito em Inglaterra. E uns números: 11 48 ... Será mês e ano de fabrico?

É um fogão de pressão e funciona com querosene (kerosene pressure stove).

Falta-me agora arranjar uma panela da época.. é a cereja em cima do bolo que está a faltar!!!

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Mala guardiã dos sonhos

Esta mala era do avô (que já faleceu) do meu companheiro de vida. Ele comprou-a quando foi para a tropa, em 1942. Tem portanto 68 anos.

Estava há vários anos em cima dum roupeiro, num quarto frio e húmido. Quando eu lá entrei, olhou para mim e quis vir comigo... Eu disse-lhe que sim!

Quando a abri parecia vazia, mas não estava. À volta dela flutuam sonhos, histórias, lágrimas, sorrisos, esperanças... é uma guardiã de sonhos!

Se esta mala falasse contava toda uma história de uma família.

Aaah, como eu adorava saber a história dos meus bisavós e dos meus avós... Os seus sonhos, simples vivências do dia a dia, sentimentos... Se um dia aparecesse um génio e me perguntasse o que eu queria, sabem o que lhe dizia?
- Querido génio, quero um livro detalhado com toda a historia dos meus bisavós e avós!
(Não sejam gananciosas(os), o dinheiro não é tudo! A sério que este seria o meu pedido)

É algo com que sonho há vários anos. Mas é um sonho impossível de realizar.

Recentemente voltei a pensar nisto quando li o livro A guardiã de sonhos. Este livro relata a história de várias pessoas de uma família ao longo de 4 gerações.

É um livro muito mágico, pormenorizado, cheio de emoções, cores e vida.
É interessante ler as diferentes reacções das pessoas perante uma dada situação e perceber como, cada um interpreta a mesma coisa de uma forma tão diferente.
Faz-nos pensar em como uma decisão que tomamos hoje e julgamos acertada, pode no futuro revelar-se em algo desagradável.
Querem uma sugestão de leitura? A Guardiã de sonhos!!!! Sem duvida. Vão adorar!

(Marido... Deixa-me adivinhar: Estas a cantar a mala de cartão da Linda de Suza? :P)

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Tarro



Não, não me enganei a escrever! Não é charro, é tarro!!!



Quem sabe o que é???

Tarros são os antepassados das modernas caixas isotérmicas.

Serviam para transportar a comida que se mantinha quente até à hora das refeições. São feitos de cortiça.


O "funcionário do campo" (pastor ou agricultor) normalmente consigo levava sempre:
- o tarro de cortiça com o almoço,
- o cocharro para beber água,
- e o azeiteiro (corno) às costas.
Por vezes, se a deslocação era grande, levava também, alforges com mantimentos.

Este recipiente tem qualidades térmicas que lhe permitem manter os alimentos à temperatura original durante várias horas.

O meu tarro foi trocado no Marvão (por euros hehe).
Este tem o exterior em bruto, mas há uns todos lisinhos.

E que tal se este verão fossemos todas(os) de tarros para a praia????

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Cocharro, Cucharro...

Já vocês estão a pensar:
- Onde é que ela desencantou tamanho palavrão? hahahaha.

Para falar a verdade tive de ir ali fora de cocharro em punho, perguntar ao meu P (que estava entretido na nobre tarefa de catar ervas daninhas da minha horta) o nome do artefacto!!!

Este era dele. Lembro-me, quando era pequena de ver mais alguns lá em casa, mas ao fim destes anos todos, alguém (mãe querida, mãe querida... ggrrr) provavelmente numa forma inconsciente de empregar feng shui, foi deitando-os para o lixo para fazer fluir as energias positivas (ggrrrrr, escusava era ter deitado os chocharos para o lixo). Mas há poucos anos consegui salvar o ultimo que estava lá em casa ( Ufaaa).

O cocharro é feito de cortiça. Vocês sabem de onde vem a cortiça, certo?
Do sobreiro (Quercus suber), sobro que é uma árvore da família do carvalho. A cortiça extrai-se da casca!!
Árvore, que por este andar tarda nada está extinta. O Homo Sapiens Sapiens Var. Distructus golfistus anda a dar cabo dela para edificar cimentus vulgaris.

O cocharro serve para: Beber água. Funciona como um púcaro.

Este veio de Marmelete em Monchique. (Mas como Monchique não tem só água. Também podem usar o chocharro para beber aguardente de medronho cof cof hihihi).


Agora tenho aqui uma duvida. Na net encontrei mais palavras escritas: cucharro, mas no dicionário de falar algarvio está: cocharro. Fica a duvida...

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Corno azeiteiro

Entra um vendedor de cornos numa tasca, cheia de pessoal, e pergunta:
- Alguém quer cornos?
(silêncio)
- Já vi que estão todos servidos (hihihi)
E vai embora.

Pois é, os cornos servem para muita coisa: enfeitar a testa, lutar, coçar, como amuleto, decoração, e... para por azeite!!!

Antigamente, pastores, agricultores e outros "empresários" da terra que não ia a casa comer, durante as suas lides laborais, tinham de fazer a sua própria refeição no campo.
Todo o bom português de papilas gustativas apuradas, gosta de um bom tempero. Era portanto fundamental levarem consigo azeite, sal e azeitonas.


Na foto podem ver 2 cornos inteiros. São os azeiteiros e serviam para guardar o azeite.
Os dois cornos cortados, um era o recipiente para o sal e o outro para as azeitonas.
Estes são de boi/vaca.

Cá em casa todos temos cornos... E vocês também os têm?
Related Posts with Thumbnails