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segunda-feira, 4 de junho de 2012

Meta pessoal... ler!

Porque não, definir como meta pessoal... ler mais?

Todas as pessoas fazem planos: para deixar de fumar, para ir de férias, para trocar de telemóvel, para engravidar, para cortar as cutículas, para perder peso, para fazer compras... mas, e planos para ler mais?

Humm..
- Não tem tempo para ler?
Querer é poder.
Leve um livro para o wc, leia antes de dormir, leia enquanto toma o pequeno-almoço, enquanto espera no cabeleireiro, quando vai à varanda fumar leve um livro.
Troque um programa televisivo da treta, por um livro. Muitas pessoas engordam o cérebro com a televisão quando o deviam fazer com livros.

Ler é entrar num mundo que não é o nosso, o qual nos pode surpreender verdadeiramente. Amplia-nos a visão, mostra-nos outras pessoas diferentes de nós que nos podem fazer sonhar, sorrir, chorar, conhecer, aprender,...

Fale mais sobre livros que tenha lido ou esteja a ler, em vez de falar do patrão que comprou um carro novo outra vez, da sogra que passa a vida a telefonar ao filhinho ou da Maria que tinha um vestido horroroso.

Os livros até na decoração de uma casa ficam bem...
Sobre mesas, estantes, debaixo de móveis de pernas altas,  na cozinha, no hall, com uma jarrinha em cima de 3 ou 4 livros deitados...
E quem não gosta de ver numa casa um belo móvel cheio de livros?

Mas leia... que não seja só para decoração! 

"Livros não mudam o mundo, quem muda o mundo são as pessoas. Os livros só mudam as pessoas.” Mário Quintana

E o seu cérebro é passivo e sedentário... ou lê?

domingo, 18 de março de 2012

Por que os irmãos têm ciumes?

Os ciúmes são habitualmente maiores quanto menor é a diferença de idades, porque o mais velho continua a necessitar do mesmo (colo, mimos, companhia constante) que o mais novo e, por isso, a competição é maior. Os ciúmes entre irmão são absolutamente normais e é absurdo (e muitas vezes contraproducente) pretender negá-los, reprimi-los ou erradicá-los.

Podemos ajudar a criança que sente ciúmes, mostrando-lhe o nosso amor incondicional. Deve saber que não necessita de se mostrar ciumenta para obter a nossa atenção, mas deve também saber que continuamos a amá-la, mesmo quando se mostra ciúmenta. Podemos tentar canalizar os ciúmes que sente para manifestações mais positivas, ajudá-la a ver como é crescida e desembaraçada ("Conta à mamã como me ajudaste a dar banho à pilar! Que sorte ter-te em casa; ajudas-me muito!"). Mas não podemos pretender ou esperar que uma criança não sinta ciúmes. Isso seria antinatural.
Imagine que o seu marido aparece um dia em casa com uma mulher mais nova:

"Querida, apresento-te a Laura, a minha segunda mulher. espero que sejam amigas. Como é nova e se sente deslocada, tenho de lhe dedicar muito tempo, espero que tu, que és mais velha, saibas comportar-te bem e ajudar mais em casa. Ela vai dormir no meu quarto , para que seja mais fácil cuidar dela, e tu vais ter um quarto só para ti, porque já és crescida. Estás contente por ires ter um quarto só para ti? Ah, claro, e vais partilhar os teus brinquedos com ela."

Não ficaria um pouquinho ciumenta?

Bésame Mucho - Carlos Gonzalez

E por aí como andamos de ciumes??!?

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Cinco Quartos de laranja

O que dizer sobre este livro?
Ocupou sem dúvida o seu merecido lugar entre os meus favoritos!
Vale a pena ler.
Deixo-vos um bocadinho:


O Louis continuava sem dizer nada. Permanecia completamente imóvel, como um policia de brinquedo, uma mão apoiada na engenhoca na relva.
O Luc encolheu os ombros e abriu a rulote.
- Aposto que ficará mais eloquente depois de provar o meu pequeno-almoço Dessages.
Observámos a cena por uns momentos enquanto o Luc abria o toldo e punha cá fora a tenda e os galhardetes que publicitavam os seus menus diários. O Loius permaneceu solidamente ao lado da rulote, parecendo não reparar. De vez enquando, o Luc voltava a dizer qualquer coisa animada ao policia. Passado um tempo ouvimos a musica no rádio.
- De que raio é que ele está à espera? - perguntei impacientemente. - Por que não diz nada?
O Paul sorriu. - Dá-lhe tempo - Aconselhou. - Os Ramondin nunca foram de compreensão rápida, mas quando desatam...
O Louis esperou uns bons dez minutos. O Luc estava ainda alegre mas um pouco espantado, e praticamente desistira de tentar conversar. Começara a aquecer as placas para as panquecas, o chapéu de papel garbosamente para trás. Então, finalmente o Louis moveu-se. Não muito; dirigiu-se simplesmente à parte de trás da rulote com o seu carrinho e desapareceu.
- Mas afinal que raio de coisa é aquela? - perguntei.
- Um macaco hidráulico - respondeu Paul ainda a sorrir. Usam-nos nas garagens. Olha.
E, enquanto olhávamos, a rulote dos petiscos começou a inclinar-se para a frente, muito devagar. quase imperceptívelmente no inicio, depois com um súbito solavanco que fez com que o Dessanges saísse da sua cozinha mais depressa que um furão. Parecia zangado, mas também parecia assustado, apanhado de surpresa pela primeira vez desde que chegara; aquele olhar desorientado agradou-me bastante.
- Mas que raio é que pensa que está a fazer? - gritou meio incrédulo para Ramondin. - O que é isto?
Silêncio. Vi a rulote inclinar-se outra vez, só um bocadinho. O Paul e eu esticamos o pescoço para ver o que estava a acontecer.
O Luc deu uma breve vista de olhos à rulote para se certificar de que não estava danificada. O toldo pendia retorcido, e a tenda inclinava-se embriagada, como uma cabana na areia. Vi o olhar calculista regressar-lhe ao rosto, o olhar directo e cuidadoso de um homem que não só tem ases na manga, como acha que é dono do baralho inteiro.
- Assustou-me lá isso assustou-me - disse naquela voz alegre e incansável. - Enganou-me bem enganado. Surpreendeu-me, por assim dizer...
Não ouvimos nada da parte do Louis, mas pareceu-me ver a rulote inclinar-se um pouco mais.

E vocês, já leram?

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

A melodia do amor

A biblioteca cá de casa conta com mais um livro da Lesley Pearse.

Continuo a gostar mais do livro Nunca me esqueças, ... o primeiro que li, desta mesma autora! Dizem que não há amor como o primeiro!!

Mas: A melodia de amor, não lhe fica atrás!! Gostei bastante, mesmo! Uma história envolvente, cheia de detalhes, de vida, de aventuras, de lagrimas, de alegrias... assim sendo: Recomendo... vale a pena ler!!

Deixo-vos um bocadinho:

"- É seu hábito espiar as outras pessoas? - perguntou ele, num tom de desprezo.
- É seu hábito ser mal-educado com as pessoas? - retorquiu ela, com alguma indignação. - Cheguei aqui primeiro. Devia ter-se certificado de que estava sozinho, se queria fazer alguma coisa secreta.
- É uma rapariguinha atrevida - disse ele, mirando-a do alto. - Um florim bastará para pagar o seu silêncio?
Beth ficou a olhar para ele, sem perceber a pergunta.
- Cinco xelins?
Só então ela compreendeu o que ele estava a dizer. Ter sido testemunha de um encontro adúltero já fora suficientemente chocante, mas oferecerem-lhe um suborno para não falar era um insulto.
- Como se atreve a assumir que o meu silêncio pode ser comprado? - respondeu, indignada. - Não tenho o mais pequeno interesse em si nem na sua amiga. Teria bastado pedir que não falasse a ninguém daquilo que vi.
O homem pareceu ligeiramente embaraçado."

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

O céu existe mesmo

Se o céu existe mesmo, ou não.... não sei!

Só sei que esperava mais do livro, ainda mais sendo bestseller com não sei quanto milhares de exemplares vendidos.

Se dúvido do garoto que esteve à portas da morte e que diz que viu o céu? Não sei...

O que sei é que sendo ele filho de um homem ligado à igreja, que tem acesso a histórias da biblia e que frequenta a catequese... muito do que ele diz pode muito bem ser repetição do que ouvia. Os miúdos nestas idades são uma "esponjas!!

Depois existem em muito, mas muito menor número dois ou três factos que nos podem levar mesmo a crer que ele esteve no céu.

Se recomendo o livro? Numa lista de 100 a recomendar, este ficaria lá no fim da lista!! De qualquer forma tem uma mensagem bonita que tenta tornar este mundo melhor!

Deixo-vos um bocadinho:

"- Mamã, eu tenho duas irmãs.
Sonja ergueu os olhos dos papeis e abanou ligeiramente a cabeça.
- Não, tens a tua irmã, a Cassie, e... estás a falar da tua prima Traci?
- Não - disse Colton infexivel. - Tenho duas irmãs. tu tiveste um bebé na barriga, não tiveste?
Nesse momento, o tempo parou na casa dos Burpo e Sonja arregalou os olhos. Poucos segundos antes, Colton não estava a conseguir que a mãe lhe desse ouvidos. Agora, mesmo da mesa da cozinha, eu via que ele tinha toda a sua atenção.
- quem é que te disse que eu tive um bebé na barriga? - perguntou sonja, em voz séria?
- Foi ela, mamã. Ela disse que tinha morrido na tua barriga.
Depois Colton deu meia volta e afastou-se. Dissera o que tinha para dizer e estava pronto para ir à sua vida. No entanto, depois da bomba que largara, Sonja estava apenas a começar. Antes que ele conseguisse dar a volta ao sofá, a voz de Sonja ergueu-se em tom autoritário:
- Colton todd Burpo, volta aqui imediatamente!
Colton virou-se para mim. A sua expressão dizia: O que é que eu fiz?
Eu sabia o que a minha mulher devia estar a sentir. Perder aquele bebé fora a experiência mais dolorosa da sua vida. tínhamos explicado o que acontecera a Cassie, que era mais velha. Mas nunca tínhamos dito nada a Colton, considerando que o tema estava um pouco além da capacidade de entendimento de uma criança de quatro anos.
Da mesa vi, em silêncio, as emoções debaterem-se no rosto de Sonja.
Um pouco nervoso, Colton deu novamente a volta ao sofá e olhou para a mãe, desta vez com um ar mais desconfiado.
- Não faz mal, mãe - disse. - Ela está bem. Deus adoptou-a.
Sonja deslizou do sofá e ajoelhou-se em frente de Colton para poder fitá-lo nos olhos.
- Não queres dizer que Jesus a adoptou? - perguntou.
- Não, mamã! Foi o pai dele!
Sonja virou-se e olhou para mim. Naquele momento, disse-me mais tarde, estava a tentar manter a calma apesar de estar dominada pelas emoções. O nosso bebé... era - É! - uma menina, pensou.
Sonja olhou para Colton e ouvi o esforço que estava a fazer para manter a voz firme.
- Então como era ela?
- Era muito parecida com Cassie - Disse Colton. - Um bocadinho mais pequena e com o cabelo escuro."

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

O centenário que fugiu pela janela e desapareceu

Desta vez decidi escolher um livro diferente dos que habitualmente compro. Os comentários que li sobre o livro prometiam algo hilariante, que nos faria rir e dar grandes gargalhadas.
Mas tal não aconteceu, li uma história que tem de facto bastantes detalhes, personagens bem construidas, mas... que não cumpriu a razão pelo qual o comprei: fazer-me rir. Ou ando com o humor avariado ou é de tal forma refinado que não é qualquer coisa que me faz rir!!
Assim sendo, a minha opinião, com base nos meus gostos pessoais, é: Não (muito) aprovado!

Ficam, como de costume, os excertos (nos quais ainda consegui esboçar um sorriso):

"Allan estava com sessenta e três anos e fazia o menos que podia. O poder politico de Amanda estendia-se cada vez mais. Era muito popular entre as pessoas do povo, segundo estudos feitos regularmente pelo instituto de sondagens que pertencia a uma das suas irmãs. Bali fora até designada como região menos corrupta de todo o país por uam organização internacional. Amanda tinha untado as mãos a todos os membros dessa organização.
A luta contra a corrupção era um dos três cavalos de batalha de amanda Einstein no seu posto de governadora. Pusera em marcha cursos de sensibilização contra a corrupção nas escolas de Bali. O director de um estabelecimento em Denpasar tinha tentado opor-se, presumindo que esta iniciativa poderia ter o efeito inverso. Amanda nomeou-o porta-voz da cademia e duplicou-lhe o salário. Nunca mais se ouviu falar dele."

"- Como é que pensa meter um elefante de cinco toneladas num avião? - interrogou-o Benny com ar desanimado
- Não faço ideia, mas essa questão há de resolver-se por si mesma, se recorrermos ao pensamento positivo.
- E o facto de muitos de nós não termos passaporte válido?
- Pensamento positivo também para isso!
- Não me parece que Sonya pese mais de quatro toneladas. Quatro e meia, vá,... - esclareceu Minha Linda.
- Esás a ver, Benny - recomeçou Alln. - Pensamento positivo é isso mesmo. O problema já pesa menos uma tonelada."

E vocês já leram?

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Como aprendem as crianças

Acho que posso resumir este livro em poucas palavras:
As crianças aprendem por observação, experimentando e auto corrigindo-se. Quando são forçadas a aprender normalmente o efeito é contrário ao pretendido. Deixa-las livres na sua aprendizagem é normalmente o melhor caminho!

Esta é a base do livro, mas para além disso podemos ler muitas outras coisas interessantes, e acima de tudo, o livro, ajuda-nos a compreender um pouco mais os pequenos seres que temos em casa.

Querem ler um bocadinho?

"Lisa, por exemplo, não costumava ter medo de bichinos. Quando via qualquer coisa que rastejasse ou voasse queria pegar-lhe e observá-la. Um dia, uma amiga da irmã, com 12 anos, veio visitá-la. Lisa estava no mesmo quarto que as raparigas mais velhas, quando a amiga viu uma aranha a um canto. Começou a gritar hstericamente e não se calou enquanto não a tiraram do quarto e mataram a aranha. A partir daí, Lisa tem medo de todos os bichos e insectos - ,oscas, traças, minhocas, de tudo. Aprendeu a lição. Não grita nem faz cenas, mas afasta-se e recusa qualquer contacto."

"Vou resumir o que tenho estado a tentar dizer sobre a aprendizagem natural das crianças pequenas. A criança é curiosa. Quer perceber as coisas, descobrir como elas funcionam, ganhar competência e controlo sobre si própria e o seu ambiente, fazer aquilo que vê os outros fazerem. É aberta, receptiva e perspicaz. Não se isola do estranho mundo, confuso e compicado, que a rodeia.
Observa-o com atenção e tenta entende-lo. É experiemntal. Não se limita a observar esse mundo, mas saboreia-o, toca-lhe, pesa-o, torce-o, quebra-o. Para descobrir como funciona a realidade, trabalha nela. É ousada. Não tem medo de cometer erros. E é paciente. Consegue tolear uma quantidade extraordinária de incerteza, confusão, ignorancia e suspense. Não tem que obter um significado imediato para cada nova situação. está disposta e é capaz de esperar que o significado venha ao seu encontro - mesmo que venha lentamente, o que normalmente acontece."

"Crianças muito pequenas, com cerca de 2 anos, desejam, não só aprender coisas do mundo dos adultos, mas também fazer parte dele. Desejam tornar-se habilidosas, cuidadosas, capazes de fazer coisas como nós."

E vocês já leram?

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Crónicas do Tempo

Tive o prazer de ler um livro escrito pela Eugénia.
Crónicas do tempo, é um livro que fala sobre os seus antepassados e sobre si, com muita realidade e ficção à mistura!

Algo que sonho há bastante tempo é ter um livro que conte a vida dos meus avós, dos meus pais e tios... De certa forma este livro veio concretizar um bocadinho o meu desejo, apesar de não falar da minha família. Mas as tramas familiares estão lá: a intrigas, a inveja, o disse que disse, a união, os laços, os segredos, Tudo o que uma familia portuguesa tem.

É um livro de fácil e agradável leitura que devorei muito rapidamente!

Algo que me agradou bastante no livro são as crenças antigas (algumas surreais) que os nossos antepassados tanto acreditavam e que infelizmente hoje em dia vão-se perdendo.

Querem ler um bocadinho?

"Quando comia, enquanto a colher na sua mão fazia a trajectória entre o prato e a boca quase sempre pingava no peito. Ele logo com o guardanapo, tentava limpar e dizia. - Foi um passarito que passou! - Nós olhávamos para ele, ele ria-se apontava com o dedo indicador para cima e repetia, - Um passarito! Desatavamos a rir."

"Conta a minha mãe, e também as minhas tias, que ele esteve muito doente por causa de uma mulher, que lhe deu uma droga. Diz-se à boca pequena! Porque isto não pode ser comentado em voz alta! Que ela lhe deu um bolo com sangue do periodo (atenção jovens moçoilos com as comidinhas das moças namoradeiras) e que isso faz com que os homens fiquem doidos de amor pela mulher que fizer isto, pois é! Dizem mesmo que é verdade."

"O que queriamos saber era quem eram os Fumantezinhos de merda, ele respondia:
- Já lá vamos! - Eu acho que isto era uma forma de nos ensinar coisas, - Ora, como eu dizia, o burro passava o santo dia a amassar o barro, como sabem os animais cagam e nós tinhamos de tirar imediatamente a porcaria, antes que se misturasse com o barro que não podia, de maneira nenhuma, ficar sujo. Um dia tive uma ideia, pequei em alguns daqueles cagalhotos e pu-los a secar no forno, depois comprei uma onça de tabaco e misturei tudo muito bem, quando no domingo seguinte fomos jogar chinquilho eu ofereci tabaco a toda a gente. eles fumaram todos contentes, o tabaco misturado com a merda do burro, percebem agora? ah! Ah! Ah! - Fumantezicos de medra! Eu devia ter quinze ou desasseis anos, não mais, e enganei-os a todos..."

Grata pelo privilégio e oportunidade de ler as Crónicas do Tempo ;)

terça-feira, 5 de julho de 2011

Ponto Quê? Vânia Beliz

Há umas semanas atrás quando os meus olhos corriam as prateleiras cheias de livros, de um hipermercado, os meus olhos bateram no nome: Vânia Beliz!
Que surpresa, ela escreveu um livro!!
Conheci a Vânia quando entramos no mesmo dia para um emprego, do qual acabei por me demitir poucos meses depois.
Curiosa... comprei o: Ponto quê?

É um livro de fácil absorção. Durante a leitura temos a sensação que estamos a falar com a nossa melhor amiga sobre temas íntimos, de forma natural e despreocupada. Aborda a parte psicológica ao contrário da maioria dos livros de sexo. Diria que é um livro que nos faz meter mãos (e dedos) à obra! Que nos pode transformar numa lady na mesa e numa doida na cama!
Resta-me dizer que RECOMENDO e ... Força Vânia, continua a escrever!!

Como sempre, deixo-vos um bocadinho:

"Se não é fã de roupa interior e acha que é dinheiro deitado ao lixo, porque os homens não reparam, não esteja assim tão certa. Na próxima vez em que partilhar um balneário feminino experimente deitar o olho à lingerie das suas colegas. Usar cuecas de elásticos rebentados é o mesmo que ter escrito na testa "NÃO INCOMODAR". Acredite que os homens olham, e muito, para todos estes pormenores. Além disso, um bom conjunto de lingerie, que esteja de acordo com o seu estilo pessoal, ajudá-la-á a sentir-se mais confiante, atraente e sensual."

E vocês já leram?

Nota: O meu livro trazia um brinde com ele, o qual mostro na foto acima.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Jane Eyre de Charlotte Brontë

Há uns anos atrás vi o filme mas só agora decidi ler os livro! Gostei de ambos de igual forma. Ambos são cheios de sentimentos e emoções.

Jane é impetuosa e apaixonada. Defende tudo aquilo em que acredita, mesmo perante alguém de uma posição social acima da dela. É rígida a seguir os seus princípios.

A narrativa é feita na primeira pessoa. Mostrando-nos os pensamentos e sentimentos de Jane. A escrita consegue ficilmente passar-nos o estado emocional de Jane e do ambiente à sua volta.

Durante a leitura apercebemo-nos da transformação e crescimento interior de Jane, através das experiências que ela vive.

O que começa por ser a história de Jane passa a ser uma bela história de amor, com alguns percalços no meio... Eu gostei!!

Fica um bocadinho:

"Embora admita que há uma certa dose de superstição a correr-me nas veias. Não obstante, isto é verdade... pelo menos na medida em que ouvi de facto o que lhe estou a relatar.

- No momento em que eu chamava: Jane! Jane! Jane!, Uma voz vinda não sei dizer donde, mas que eu reconheci... respondeu-me: "Já vou! Espere por mim!" e, passado um instante, continuo a sussurrar ao vento: "Onde é que está?"
- Vou fazer o possível por lhe descrever a ideia, a imagem que estas palavras me fizeram aflorar o espírito, embora me seja difícil expressá-las. Ferndean encontra-se, como já reparou, embrenhada no meio da floresta, e qualquer barulho que aqui chegue, é abafado sem nunca se repercutir. a pergunta: "Onde é que está?" parecia estar a ser feita nas montanhas, pois ouvi um eco proveniente daquela direcção repeti-las. Nesse momento senti uma brisa mais fresca aflorar-me a testa e tive a impressão de que eu e a Jane nos encontrávamos num cenário ermo e agreste. e fiquei convencido de que nos encontrávamos de facto, pelo menos em espírito. Estou certo de que, àquela hora, a Jane deveria estar ferrada no sono, mas talvez a sua alma se tenha afastado momentaneamente do corpo a fim de consolar a minha. Pois era a sua voz... tão certo como eu estar vivo... era a sua voz!

Caro leitor, fora na segunda-feira, já perto da meia-noite, que eu recebera o chamamento misterioso e fora também por meio daquelas palavras exactas que eu lhe respondera. Ouvi a narrativa de Mr. Rochester, mas não lhe fiz qualquer revelação em troca. A coincidência pareceu-me demasiado espantosa e inexplicável para ser comunicada ou discutida."

E vocês já leram?

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Venenos de Deus, Remédios do Diabo

Do escritor Mia Couto.

Que titulo tão tentador, pensei eu quando vi o livro... tão tentador que trouxe o livro comigo!!

É um livro pequeno que se lê rapidamente. Contém uma história simples, vulgar, e sem grande invenções, mas... escrita de uma forma tão envolvente e especial que se torna difícil não gostar do livro.
O autor brinca com as palavras, faz corte e costura com elas, inventa-as. Usa expressões próprias do dia a dia dos povos de África. Uma escrita que recorre a mitos e lendas moçambicanas. Usa expressões que misturam o Português de Portugal com o Português Moçambicano.

É fácil gostarmos das personagens com carisma e com uma quase total ausência de maldade. São pessoas reais, como todos nós, que sentem medo, que amam, cometem erros, mentem, dizem a verdade, acreditam em superstições, ...

Difícil foi escolher um trecho para aqui colocar!!! São tantos, tão "deliciosos" e alguns hilariantes...

E foi sucedendo que, de tanto sentar esperando, as suas partes baixas foram, como ele mesmo diz, descendo, foram descendo, descendo. Das virilhas baixaram para os joelhos, dos joelhos para os tornozelos.
- É por isso que não largo as peúgas, as minhas intimidades andam a rasar o chão.
- Ora Bartolomeu, afinal tem medo de quê?
- Tenho medo de piar os tomates...
Não ri, tosse. O médico por simpatia, tosse também.
___

O velho Sozinho insiste em invocar os tradicionais preceitos: fazer amor com uma virgem é o melhor procedimento para limpar os sangues. No fundo, ele não acredita muito nisso, mas a receita é bem mais apetitosa que as prescrições clínicas que atrafulham a sua mesinha-de-cabeceira.
- Antes eu recebia cartas; agora, escrevem-me receitas médica. O que agora tenho, ao lado da cama, não é uma mesinha-de-cabeceira. É uma mezinha de cabeceira.
___

- Você, Mundinha -grita ele do fundo do corredor - você vai-me arranjar umas velas, desta vez eu quero soprar bem... setenta sopros...
- Você? você já não tem fôlego para apagar nem uma velita...
- Hei-de apagar. Se não for com um sopro é com um peido.
___

Sidónio olha a figura esquálida do paciente e pensa que talvez ele esteja certo: tanta magreza, num organismo quase sem órgãos, pode albergar doença? Desengana-se, logo a seguir: aparatosamente, o velho esfrega com afinco os testículos, a mesma mão que andarilhou dentro dos calções roca-lhe agora as amplas narinas.
- Cheiram a naftalina. Os meus tomates cheiram a naftalina.
___

E exibe a língua, olhos cerrados, boca escancarada. O médico franze o sobrolho, confrangido: a mucosa está coberta de fungos, formando uma placa esbranquiçada.
- quais fungos? - reage Bartolomeu. - Eu estou é a ficar branco de língua, deve ser porque só falo português...

E vocês, já leram?

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Noite sobre as águas...

... de Ken Follett.

Um livro que não fala de guerra, mas de história... ou melhor da história de várias pessoas e de um avião! Um romance histórico!

Existe neste livro uma mistura de raças, religiões e interesses que vão gerar conflitos, conversas, discussões, paixões. Podemos ler famílias recheadas de mistérios, com mulheres fortes numa época onde o homem domina.

Não é o melhor livro dele mas é bom, de leitura fácil, prende-nos à história, tem muita acção e detalhes... não vamos morrer de tédio a lê-lo!!

"Não conseguiu terminar a frase. O avião penetrou numa zona de extrema turbulência, oscilando bruscamente. Nancy deixou cair o copo e agarrou-se à borda do toucador com as duas mãos. Mervyn tentou segurar-se mas não conseguiu e, quando o avião voltou a inclinar-se, rolou pelo chão, derrubando a pequena mesa de apoio.

O avião estabilizou de novo. Nancy esticou o braço para ajudar Mervyn a levantar-se e perguntou-lhe:
- Está bem?
O aparelho deu, então, novo solavanco. Nancy escorregou, deixou de ter onde se agarrar e tombou por cima dele.
Pouco depois, Mervyn desatou a rir.
Nancy receou tê-lo magoado, mas ela era leve e ele um homem forte. estava atravessada por cima dele, os dois formando um X sobre a alcatifa. O avião endireitou-se, Nancy rebolou e conseguiu levantar-se e deu de caras com Mervyn. Estaria histérico ou apenas divertido?
- devemos estar com ar de parvos - comentou ele, recomeçando a rir.
O seu riso era contagioso..."

E vocês, já leram?

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Segue o coração

Mais um livro da Lesley Pearse. Este é grande mas nada massudo... de leitura fácil e sempre a desejar saber o que acontece a seguir.
Neste livro a autora estava com a veia negra em alta... houve muitas mortes, estava a ver que o livro acabava e restava só a personagem principal viva!!!

Recomendo!

"- Não sei se te devo contar isto, mas só queria que alguém me tivesse explicado as coisas porque me teria poupado a um grande embaraço - disse ela, o seu rosto pálido cobrindo-se de cor. - eu não sabia nada sobre os homens, Matty, nem sobre o que acontecia na noite de núpcias, e cometi o erro de dar ouvidos aos conselhos da minha mãe. Ela disse-me que doia terrivelmente e que, se eu me mexesse muito, acabava depressa.
Matilda ficou admirada por lily estar disposta a falar de um assunto tão pessoal. Até hoje, nunca se referira a sexo, nem sequer indirectamente.
- Mas eu não compreendi o que ela queria dizer. Mesmo antes de o Giles me apertar nos braços, já eu estava a mover-me. Ele perguntou-me se havia pulgas na cama.
Matilda riu com gosto. Agora tinha uma boa ideia do que significava o amor entre pessoas casadas e imaginava como seria desconcertante ir para a cama com alguém que estava sempre aos saltos.
- Bem, já sabes como sou nestas coisas, só a sugestão bastou para correr comigo da cama. O Giles desfê-la completamente e, como não havia pulgas nenhumas, convenceu-me a deitar-me outra vez. Mas eu recomecei a mexer-me. Enfim, o resultado foi que eu acabei por ter de me explicar e, quando eu lhe disse o que a minha mãe me tinha dito, desatou a rir tanto e tão alto que as pessoas no quarto ao lado começaram a bater na parede."

E vocês já leram?

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Almas Antigas

"Eu próprio também tenho alguns desses casos a que chamo "quase-morte, quase-nascimento". Um deles é muito parecido com o que ele descreveu: 

quando ela foi reanimada, contou que se tinha visto na presença de uma mulher que acabava de dar à luz e que se tinha sentido impelida para entrar no corpo da criança. Mas assim que ia fazer isso, pensou no amor que tinha pela sua família e voltou para trás.
- É interessante - comentei eu. - Em ambos os casos, elas dizem que estavam quase a entrar no momento do nascimento e não da concepção.
- É, não é? - disse ele com um sorriso."

Já leram?

sexta-feira, 15 de abril de 2011

O cemitério do Boucherie

Na quarta-feira ia a passar num corredor de supermercado quando os meus olhos bateram na capa dum livro com a foto do Pedro Boucherie Mendes!!! De imediato soaram sirenes de aviso:
- Vai ver o que é... vai ver o que é!!!!

Descobri... um livro que fala das manias dos portugueses... hehe! Pensei logo:
- Isto promete ainda mais escrito pela pessoa que é!!!

E confirmou-se, adorei o livro, adoro a forma dele pensar e de se expressar, adoro o seu humor corrosivo e negro... Se um dia eu escrevesse um livro teria de ser algo assim!!!
O mais interessante foi "ouvir" a voz dele na minha cabeça e "imaginar" as suas expressões de "frete" enquanto lia o livro!

Se recomendo?? SIM

Boucherizinho... opá, escreve lá mais um, que andei a ver os outros livros que andam por aí e... não são nada de jeito*... haha!!

Fica um bocadinho:

Gente que diz que não acredita em Deus, mas que acredita em qualquer coisa. O que é que isto significa? Que não acreditam em Deus, mas que acreditam que pode haver uma tartaruga ou um cinzeiro aos comandos do universo?

A fase do deixar de comer porcarias. Batatas fritas, bolos, chocolates, bolachas, gelados. Porcarias que só fazem mal. Infelizmente também sabem bem e parecem ter qualquer coisa de criminoso e ilegal que vicia. Por isso chegou a altura de acabar com o habito. Tem de  ser. A partir de agora não se compra mais desta porcaria cá para casa. E come-se sopa e salada todos os dias. E batata frita, bolachas e chocolates às escondidas.

Esta teima de que toda a gente é especial é um enorme aborrecimento. Alguém que se julga especial muito dificilmente percebe que é tão especial como grãos de areia na praia. Lindos quando se vêem ao longe ou num postal, incomodativos quando se colam a nós e nos suam o carro ou, pior, os lençóis.

Certamente já reparou que as chávenas e os copos nos restaurantes  portugueses são banalíssimos. O motivo é fácil de explicar: sempre que um café investe em qualquer coisa especial, os clientes roubam-na. Copos de design oferecidos pelas marcas têm o mesmo destino. Chávenas de chá com logótipo minimamente aceitável, idem. Este é só mais um dos passatempos nacionais. É giro? Leva-se.


E vocês já leram ou pretendem ler?

* Ler o livro para perceber a expressão: nada de jeito

sábado, 5 de março de 2011

Procuro-te

Mais um livro que li da autora Lesley Pearse.

Já tinha lido: Nunca me esqueças, duas vezes, porque simplesmente adorei. Decidi então descobrir se os outros livros dela me iriam surpreender, como este (Nunca me esqueças).

Procuro-te, é um livro bem escrito, com uma história que envolve, mas... não há amor como o primeiro, e sem dúvida gostei muito mais do Nunca me esqueças!

Mas como eu sou persistente já vem a caminho o livro: Segue o Coração - Não Olhes para Trás, da mesma autora. Depois digo-vos qual gostei mais dos três.

Como de costume deixo-vos um bocadinho do livro, que penso que vos pode vir a ser muito inspirador. Pelo menos para mim foi. Já estava a pensar fazer algo do género mas apenas para o primeiro e segundo ano... 

"A tristeza vem em ondas - disse ele - Ora estou contente porque o sofrimento dela acabou, ora vendia a alma ao diabo para a ter de volta. Estou sempre a vê-la a andar pela casa, as imagens são por vezes tão nitidas que penso mesmo que são reais. talvez me sinta melhor quando regressar ao trabalho.
- Que é isso? - perguntou Daisy, reparando de repente que ele levara um saco com ele.
Ele sorriu. - Por acaso é para ti. Achei que era uma boa altura para examinares o que aí está. É uma caixa cheia de coisas relacionadas contigo, de quando eras bebé. A tua mãe preparou uma para cada um de vocês e acrescentava coisas sempre que considerava que se tinha passado um acontecimento importante. Calculo que também aí esteja uma carta para ti, já sabes como ela era organizada.
Daisy abriu o fecho de correr do saco. Lá dentro estava uma caixa de metal rectangular, semelhante a um grande cofre, com uma pega em cima, mas tinha sido decorada com uma colagem de fotografias e envernizada.
- Toma a chave - disse o pai, levantando-se e tirando-a do bolso. - Vou andando. Tenho de comprar pão e comida para o Fred.

Depois de acompanhar o pai à porta, Daisy pôs a caixa sobre os joelhos e estudou-a. Achava que conhecia tudo o que estava em casa dos pais, não eram pessoas de esconder nada, mas nunca vira esta caixa, o que tornava a situação ainda mais excitante.
Todas as fotografias no interior da caixa eram suas, imagens de família recortadas e coladas aleatoriamente. Interrogou-se sobre quando a mãe teria terminado. Algumas fotografias não tinham mais de um ano, devia ter sido portanto recentemente, e como não havia espaço para mais, provavelmente tê-la-á acabado sabendo que o fim estava próximo. Daisy abriu a caixa cautelosamente, sem saber o que esperar. Os seus olhos encheram-se de lágrimas com o que viu.
Havia recortes de jornal sobre as suas vitórias na ginástica, boletins escolares, uma composição que ela tinha escrito sobre a família..."

E vocês, já leram? Gostaram?

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Amamentação e medicamentos

"A utilização de medicamentos durante a amamentação produz (em mães e profissionais de saúde) uma espécie de temor irracional. Vemos com frequência mães que deixam de amamentar por tomarem um medicamento perfeitamente compatível com a amamentação, ou que estiveram em sofrimento durante meses porque, por estarem a amamentar, "não podiam receitar mais nada". É errado recomendar sistematicamente a paragem da amamentação sem antes procurar informação de confiança."

(...)

"Um lactente precisa de mais de um mês para digerir um único comprimido de atenolol; dois meses e meio para um comprimido de ranitidina, quase um ano para um comprimido de digoxina, quatro anos e meio para um comprimido de cloxacilina (supondo que a sua mãe tomasse cloxacilina todos os dias durantes este tempo). E ainda vemos suspendera amamentação em caso de mastite, porque a cloxacilina passa para o leite!
Quando o medicamento é usado em lactentes, pode ser mais esclarecedor explicar à mãe que dose daríamos ao seu filho se ele estivesse em tratamento, e quantos dias teria que mamar para conseguir essa dose. Por exemplo, a dose habitual de digoxina é de 0,015mg/kg/d, pelo que a dose de um lactente de 5kg seria de 0,075mg. Para obter essa quantidade a partir do leite, essa criança teria de ingerir 78 litros, o que significa 104 dias a amamentar. Ou seja, é mais fácil morrer afogado no leite, ou esmagado pelo seu peso, do que intoxicado pela digoxina."

Retirado do:
Manual prático do aleitamento materno"
Dr. Carlos González

Antes de parar de amamentar por consumo de medicamentos, informe-se bem se de facto esse fármaco irá fazer mal ao seu bebé.
Parar de amamentá-lo... isso sim poderá ser prejudicial a si e ao seu bebé. Amamentar faz bem aos dois: mãe e filho!
Um sitio onde pode verificar se pode amamentar em simultâneo com medicação, é:

http://www.e-lactancia.org/

Votos de boas mamadas :)

E por aí também há receio de tomar medicamentos e amamentar?

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Nunca me esqueças

Da escritora Lesley Pearse.

Já li e reli e é sem duvida o livro que mais gostei de ler, dentro do género.

É um livro que retrata uma dura realidade século XVIII. É um livro de sobrevivência, fome, sofrimento, doença, dor, violação, prisão, amor, filhos, esperança, força, liberdade...

É baseado numa história verídica sobre uma autentica mulher coragem.

A sua leitura é viciante ao ponto de o querermos ler de seguida:
- Marido faz tu o jantar e lava a loiça... porque agora eu quero acabar de ler o livro!!!

Não se deixe enganar pela capa angelical e leve, pelo saco delicado em que vem dentro, pelo resumo da capa... eles iludem. Este é um livro muito pesado emocionalmente, que comove e choca. Portanto... se se atreverem a lê-lo, preparem uns lencinhos, vão rolar lágrimas...!

Deixo-vos um bocadinho...

"Mary sempre fora observadora e, nos últimos sete anos, apurara ainda mais esse talento por necessidade. Em ocasiões anteriores em que ali estivera, reparara que havia garrafas vazias pelo chão. Estava demasiado escuro para ver se havia algumas hoje mas esticou o braço livre e varreu rapidamente o chão até sentir uma.
Jack já tinha desapertado os calções e o seu pénis projectava-se com a ponta arroxeada. Voltou a arremeter contra ela, com o cinto na mão, e ela calculou que a sua intenção fosse esganá-la para a submeter e calar.
Tentando distrai-lo gritou novamente, apertando as pernas para que ele, ao tentar abri-las, se visse obrigado a largar uma ponta do cinto. Ele hesitou, sem saber muito bem por onde começar. Mary aproveitou a oportunidade para dar uma pancada seca com a garrafa no chão, deixando uma aresta partida e aguçada, e depois, com um só movimento lesto, espetou-lha no pescoço, imediatamente por baixo da orelha, com toda a força que foi capaz.
Jack soltou um berro de dor, pondo-se logo de joelhos e levando as mãos ao pescoço. Mary saltou do chão e pôs as mãos nas ancas, ofegante do esforço e olhando com desdém para o seu atacante.
O silêncio abateu-se sobre o bar. Jack ainda estava de joelhos, o sangue a sair-lhe por entre os dedos. Revirava os olhos, aterrado, e da sua garganta saia um gorgolejo horrível.
- Vê se aprendes a lição - disse Mary entre dentes, desferindo-lhe um pontapé que o derrubou.
Virou-se para o resto dos assistentes, com a garrafa partida ainda na mão. As pessoas recuaram um ou dois passos, presumindo, ao verem a sua expressão colérica, que ela também as iria atacar. Momentaneamente não lhe faltou vontade, mas fizeram-lhe lembrar as ratazanas no hospital da Batávia. Como elas, aquelas pessoas tinham feições marcadas e modos furtivos. Perseguiam os mais fracos. Eram ignóbeis e nem o seu desprezo mereciam.
- Se algum de vocês pensar sequer em pôr-me um dedo em cima, mato-o - declarou furiosamente - Agora chamem alguém para tratar dele. James tu vens comigo."


E você já se atreveu a lê-lo?

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

José Rodrigues dos Santos

Lembram-se que andava a ler o Anjo Branco? Já acabei!!!

Confesso não ser muito fã de leituras que relatem factos históricos e principalmente de guerra, mas... este livro manteve-me colada à história e a desejar saber, o que iria acontecer a seguir.

Talvez por o livro se dividir essencialmente em 3 grandes partes, e infância e juventude do médico, O seu inicio de carreira e depois a guerra colonial em si... o tenha tornado mais leve e não um aborrecido livro de guerra.

A escrita do autor é feita de forma fluida, relata factos históricos, transmite valores, humor,... Conta uma história, que talvez por ter sido escrita por um jornalista, não tem demasiados floreados!

Posso dizer que este livro dá-nos cultura ao mesmo tempo que entretêm.

Se gostei? Sim!
Se recomendo? Sim!
Se fiquei tentada a ler mais livros dele? Vamos ver... hehe

Deixo-vos mais um bocadinho...

"O que é o bem e o que e o mal? Todos nós intuímos estes conceitos, mas a sua definição precisa escapa-nos. Até hoje." Apontou para a janela. "Tive a resposta a este enigma no momento em que vi o mal naquela aldeia. Vi-o impregnado nos corpos carbonizados que se espalhavam pelos escombros, vi-o quando me questionei sobre o que levaria os homens a fazerem uma coisa tão cruel. E depois deparei-me com uma criança que saiu viva e intacta de baixo do corpo queimado de uma desgraçada que os soldados quase haviam morto e percebi que há coisas que o mal, por mais que tente, não poderá conquistar. O amor daquela mãe foi mais poderoso do que o mal daqueles homens. Mas só agora, enquanto estava aqui a ouvi-lo falar, é que consegui transformar em palavras a ideia que desde então me andava a ruminar a mente." Cravou de novo os olhos penetrantes no seu interlocutor. "Sabe o que na verdade é o mal?"
Sentindo-se incomodado com a intensidade daquele olhar, Aniceto Silva abanou a cabeça.
"Ó doutor, agora não", disse. "Poupe-me a essa conversa."
"É a incapacidade e nos pormos no lugar do outro. Quando os soldados matam mulheres e crianças como quem mata formigas, estão possuidos pelo mal porque não conseguem pôr-se no lugar das vitimas, não conseguem perceber a posição delas nem sentir o que elas sentem. O mal é a incapacidade de imaginar os sentimentos do outro e de os sentir como se pudéssemos ser nós."

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

O Anjo Branco

Comecei ontem a ler este livro... De leitura leve, nada massuda e com algum humor à mistura!

Retrata bem o perfil do tipico tuga há umas décadas atrás. Fala-nos da ingenuidade das crianças e das suas traquinices, de amores de infância, de beatas, do abuso de privilégios derivado de cargos, da evolução da personalidade duma mulher ao longo do seu casamento, racionamento de comida durante a guerra, da surpresa de ver alguém na praia de tronco nu ou sem chapéu numa esplanada, ...
Para já estou a gostar!

"Beatriz usava uma toalha húmida e quente. Enquanto passava o pano pela pele engelhada do bebé foi examinando o minúsculo corpo com prazer, como se apreciasse um troféu, até que o olhar se lhe franziu ao descobrir uma grossa salsicha pendurada entre as pernas do pequenito. Ainda julgou que se tratava dos restos do cordão umbilical e aproximou os olhos, arregalando-os de surpresa quando percebeu que afinal não era o cordão, mas a sua virilidade.
"Credo!", exclamou, pasmada, levando a mão à boca. " Ai que migalha tão grande!"
"Está tudo bem?", insistiu o Capitão Branco, impacientando-se para lá da porta.
Beatriz embrulhou o recém-nascido è pressa num manto amarelo, não fosse ele constipar-se, coitadinho, e depositou-o nos braços da extenuada mãe com um murmurio carinhoso. Amélia acolheu a criança com alivio, acarinhou-lhe a cabeça e espreitou-lhe o corpo; queria confirmar o sexo. Tal como a parteira momentos antes, também ela ficou de olhos esbugalhados ao deparar-se com o apêndice monstruoso que o bebé ostentava no ventre.
"O que é isto?", perguntou amélia levemente assustada.
"É a migalhinha dele, minha senhora", esclarece Beatriz, mal contendo uma risada.
"A quê?"
"O pirilau, minha senhora. É o pirilauzinho do menino, coitadinho."
Amélia voltou a fixar os olhos na minhoca gorda, primeiro incrécula, por fim resignando-se à incrivel evidência. Aquele monstro era o pénis do seu bebé.
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