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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

As crianças e as suas vidas passadas!

Há pouco tempo fui levar o meu pai ao terminal dos autocarros em Lisboa. Enquanto aguardávamos a chegada da "cáminéta" andamos ali de um lado para o outro. De repente oiço:
- Tou aqui!
Olhei, mas não vi ninguém.
- Oi... aqui à tua frente... mais a baixo! Aquiii!!
Olhei e deparei-me com um livro: As crianças e as suas vidas passadas! De Carol Bowman.
- Leva-me contigo. Levas?
Pensei, o livro tá doido, então não querem lá ver... e segui o meu caminho sem o comprar.

Não o trouxe comigo mas continuou a acompanhar-me em pensamento, ao ponto de ter de o comprar. Felizmente apanhei uma feira de livros e consegui-o novo a bom preço.

Estava um pouco na expectativa do que ia encontrar, pois é o meu primeiro livro deste tema e, porque ainda não decidi bem, no que acredito ou não (ver para crer??). Mas adoro e estou receptiva a tudo o que tenha a ver com estes assuntos.

O livro contém vários relatos de situações que ocorreram com bebés, crianças e... crianças e pais ou irmãos.

Ao contrario do que acontece nos adultos, o relembrar de uma vida anterior, é na maioria das vezes espontâneo e não provocado por um terapeuta.

As imagens vêm à cabeça das crianças, grande partes de vezes por algo que ficou mal resolvido, ou devido a uma morte abrupta. O que pode provocar (nesta nova vida) fobias, cicatrizes, eczema, sonhos sempre com a mesma coisa, etc... Problemas facilmente resolvidos quando aceitamos que a criança relembrou uma vida passada e a ajudamos (nós mães ou um terapeuta) a perceber que já está tudo bem e que o que a atormentava ficou numa outra vida.

O livro ensina a identificar se a criança se refere mesmo a uma vida passada, a como conduzir o dialogo e a ajudar a superar o que tiver pendente.

É um livro intrigante, que quer queiramos ou não, nos deixa a pensar em nós próprios e em quem teríamos sido nas outras vidas...


Eu nasci com o cordão à volta do pescoço, onde tenho uma marca (tipo chupão) de nascença, terei sido enforcada?

Em pequena morria de medo de me separar da minha mãe. Ainda me lembro uma vez com 11 anos em que cheguei a casa e ela não estava como era habitual... chorei que me fartei até ela voltar (claro que depois deu-me uma descasca) . Terei sido abandonada em criança numa outra vida pela minha mãe?

Detesto grandes confusões de pessoas e de falar em publico. Teria sido da multidão que olhava para mim quando supostamente fui enforcada?

Terei eu optado por ser mãe a tempo inteiro para compensar o facto de numa outra vida eu ter sido abandonada em criança?

Será que o meu marido ainda hoje se arrepia todo com facas e navalhas principalmente junto do pescoço, porque foi degolado numa vida passada?

Etc...


Em breve deixarei aqui 1 ou 2 excertos do livro para se deliciarem.


"É evidente que nem todas as afirmações ou histórias que as crianças deixam escapar são recordações de vidas passadas. (...) Muitas vezes as crianças fazem de conta que estão a viver no passado, imitando as histórias de livros, da televisão ou de filmes.
Contudo às vezes levanta-se a ponta dum véu e a criança fala de uma vida passada genuína. Se você conhecer os sinais, poderá aperceber-se desse momento mágico quando ele acontecer. (...) Os pais, na sua maioria, ficam nervosos e confusos (...) mas ao mesmo tempo sabem que o coração do filho está a ser sincero. Apresento estes quatro sinais como se fossem pontos cardeais para orientar tanto o coração como a cabeça - para o ajudar a orientar-se dentro de uma realidade diferente, que irrompe de súbito e o faz perder o Norte quando o seu filho lhe diz, solenemente:
- Lembro-me de quando morri."


E vocês acreditam? Já leram o livro? Conhecem outros igualmente interessantes?

28 Seres especiais comentaram :

Poupadinha disse...

Eu gostava muito de fazer uma regressão. Já vi no programa da Oprah e fiquei muito impressionada. Será verdade? E porque não? Eu acredito que seja possível reencarnar. Fala mais sobre o livro, eu gosto desse tema.
Beijinhos

Fernanda disse...

Eu acredito, Gaspas; tenho inclusive provas disso. Não vale a pena contar, porque não pretendo convencer ninguém, é das tais experiências que só passando por elas se consegue compreender. Cada um com a sua.

De qualquer forma, fazes bem em ler o livro, pois já ficarás mais atenta a determinados "sinais". Com o Piki, por exemplo.

Luísa disse...

Não li esse livro. Mas fiquei com muita vontade de o ler.

Quero muito acreditar...Já tive algumas experiências que me levaram a achar que é verdade... no entanto fica sempre alguma dúvida :-|
Também eu escolhi ser mãe a tempo inteiro ;-) Será por ter também sido abandonada noutra vida?

Há uns anos li um livro do Dailai Lama que referia vários casos e um deles era o de uma criança que desde tenra idade dizia ter um nome diferente do que tinha e descrevia factos de uma vida anterior com um precisão invulgar. Na altura este relato marcou-me bastante. Não me lembro o nome do livro.

Sissamar disse...

Minha nossa!!! É por isso que não quero ler esse tipo de livros, depois fico maluca com tanta suposicão!

Selena disse...

Muito interessante!
Desconhecia esse livro!
Gostei muito e acredito!

Beijo n'alma.

Sonia disse...

ai mulher que me deixaste a pensar... Não conheço o livro nem nunca li nada do género-mas tenho curiosidade e acredito -diz depois oq ue achaste do livro

Fresco_e_Fofo disse...

Não vejo que sentido tem deixar uma vida para encarnar noutra pessoa.
Se temos uma casa boa, de que gostamos, não nos mudamos só porque sim...
Mesmo do ponto de vista do criador, para quem acredita em criadores (para além dos criadores de gado, evidentemente lool), acho que seria muito mais interessante criar obra nova do que estar a "recauchutar" velharia.
Não comeces com ideias, senão algum dia em vez de mandarem os mortos para o cemitério, mandam-nos para o ecoponto.
Era giro, ao lado do vidrão e do papelão, meterem um "velhão" eheheh.

Bjs.

Mundo em Vida disse...

Bem Gaspas que tema controverso! Mas eu acredito; nunca li este livro relativamente a crianças mas vou tentar comprar; felizmente ou infelizmente trabalho com crianças diáriamente, com a vida e com a morte. Enfim...já li livros acerca deste tema como por exemplo "Muitas vidas, Muitos Mestres", fiquei impressionada mas gostei bastante.
* * *

Voando como borboletas disse...

Olá acredito em reencarnações, existem casos de crianças que até falam idiomas diferentes, e casos de crianças que quando chegam a lugares que nunca tinham estado os reconhecem e sabem detalhes. Bjs de sol para iluminar o seu dia

horticasa disse...

Gosto do tema! Já escrevi um conto sobre isso.
Acho que é mais facil acreditar, como os tibetanos, que a nossa mãe encarnou numa galinha do que acreditar no inferno ou no céu... este assunto continua em estudo.
Vamos aprofunda-lo
bjs eugenia

ESpeCiaLmente GaSPaS disse...

Oh Fresco, mas só pensas na casa e no carro, etc... e o lado espiritual? :P Essa do ecoponto não era má ideia! hahaha

Voando... Sim no livro falam nisso das línguas, um dos relatos a criança inclusive fala em aramaico, uma língua morta!

Sónia, devorei o livro em 4 dias hihihihi! Li e gostei!

maria guida disse...

Olá
Eu oiço falar deste temas nas aulas de" História das religiões"!

Estou a achar fascinante!

Vou ler o livro.

Obrigada!

http://margui-morgadinha.blogspot.com

Alexandre Mauj Imamura Gonzalez disse...

mais ou menos tem a ver com o tema. minha mãe me contava que sempre eu dizia ver uma tia, já falecida há mtos anos, qdo eu era pequeno. eu contava para minha mãe que "a tia Alice veio brincar comigo". Ela cuidava do meu pai, faleceu mto jovem.
eu nunca tinha ouvido falar dela... pq ela morreu mais de vinte anos de eu nascer.
sempre que eu dizia que ela aparecia, acontecia alguma coisa grave na família, geralmente era alguém que falecia.

minha mãe é kardecista. aqui no japão as pessoas acreditam na reencarnação como algo normal.

eu acho q existe sim. pq não? num ponto me passa até uma imagem mais de justiça, pois é mta diferença social, são tantos e tantos destinos... uns que nascem com tudo, outros que nascem pra morrer, praticamente...

dá pano pra manga esse assunto!
bjs e bom dia

amor eterno disse...

Oi amada, nao li esse livro mais deve ser mto bom, olha eu como uma kardesista falo que existe coisas que é melhor nem ficarmos sabendo, como pq uma pessoa que me fez mal no passado vem como um parente? eu procuro aceitar as coisas como estão , logico que eu leio mto e pra isso eu ter minha evolução,eu aqui em casa tive uma experiencia mto real, perdi meu filho com 2 anos e 9 meses, afogado numa piscina, e o outro agora é a cara dele e gosta de tudo que o outro gostava e tbem nao gosta das coisas que o outro nao gostava vc imagina como é?? Beijos.. Solange

Wanderley Elian Lima disse...

Ainda não li o livro, mas gosto do tema. Valeu pela dica.
Abração

Patricia Barros disse...

Olá minha querida!

Mas que post fantástico!
É um tema que dá o que falar.
Acho pouco sermos só isso, viver e morrer.
Acredito em reencarnação, acredito na evolução da alma e acredito também que estamos longe de chegar a um espírito evoluído, a humanidade precisa aprender muito, deixar de julgar pelas aparências. Alguns poucos iluminados conseguiram chegar a paz espiritual, mas são muito poucos.

Por que não essa memória em criança? Eu também tenho alguns traços de personalidade que me fazem pensar na vida passada e são tão negros, aff...até arrepia! Me vem à cabeça cenas como se de um filme.

Esforço-me todos os dias para educar meu espírito, respeitar meu próximo e aceitar suas limitações, mas não é fácil.

Estou a ter muita dificuldade em fazer coisas de que gosto, com duas crianças para cuidar é complicado e a leitura ficou posta de parte para já, mas vou guardar o título.

Beijinhos...

Comandante Luneta disse...

Post muiiitttooooooooo interessante!!!

Sissamar disse...

És uma tonta tão querida pá! Farto-me de rir com a tua resposta sempre pronta e apropriada!!! É muito bom lêr os teus comentários! :D

Cora disse...

Sim acredito, tenho provas de tal!
Um casal de amigos, teve um filho. O bebê chorava sem parar e tinha o braço direito "torto", levado ao médico, o diagnóstico foi:-ele não tem nada mãe, é tudo psicológico!

Resumo: O braço "torto" foi um tiro que ele levou(em outra vida). O choro é o medo de não conseguir cumprir sua missão naquela família(combinado antes do reencarne). Onde em outra vida todos tinham vivido juntos e disputavam o amor da mesma mulher, um matou o outro por esta mulher.
Nesta encarnação vieram como uma família, o atirador (pai), a mulher disputada (a mãe), o rapaz que levou o tiro (filho) por isso a mãozinha "torta", onde o tiro pegou.

A missão deles: se amarem.

Não "encuque" com nada se foi isto ou aquilo já passou.
O que você deve saber é que deve evoluir e não cometer os erros do passado.

Obrigada pela dica do sono.
Beijos, Cora.

EMPRESÁRIA DE SUCESSO disse...

Eu acredito em vidas passadas e o tema é muito interessante, gostei muito.
Vou tentar comprar o livro, bj:)

ESpeCiaLmente GaSPaS disse...

Cora... que testemunho interessante. O livro de que falo inclui alguns relatos semelhastes :)

Sissamar... :P

Márcia disse...

Obrigada pela visita viu !! Seja sempre bem vinda !!!
Beijim

Carla disse...

Fico a espera, ansiosa...
Bjs, até mais ler

RENATA RZ disse...

Gaspitas

sim sim sim eu acredito!
E você, para uma pessoa ainda em dúvida, tirou ótimas conclusões.

Adorei o post

beijocas green

Flor de Maio disse...

Oi querida,
Resolvi dar uma passadinha para te visitar e aproveito para comentar o belo texto de sua postagem.
Sim, eu acredito em vidas passadas. Tive provas pessoais sobre o assunto, antes mesmo de me tornar Kardecista. Por aqui, existem livros fantásticos à respeito. O último que adquiri foi "A Volta - A incrível e real história da reencarnação de James Huston Jr", de Bruce e Andrea Leininger. Este livro é fantástico por ser um depoimento de uma família que não acreditava em vidas passadas, contando as experiências de seu filho. Contém inclusive fotos. Aqui no Brasil, saiu tambem um filme muito interessante sobre o assunto: "Minha Vida na Outra Vida" também uma história real.
O livro que voce cita em sua postagem eu não conheço, mas vou procurar por aqui.
Beijos,

Daniele O disse...

OLÁ! Meu sobrinho também, está sempre há ver pessoas que já morreram, esses dias ele disse para minha mãe: Vovó como era seu Pai, minha mãe falou para ele e meu sobrinho disse então foi ele que vi ali sentado... Pode?
A irmãzinha do meu filho, falou esses dias do nada que meu filho tinha matado o pai dela, que também é pai dele, muito interessante , pois os dois não se dão muito bem mesmo, meu filho tem 7 anos e ela 3 anos !
Sei lá , eu acredito sou Kardecista e tenho um grupo de apoio, e são tantas histórias!
Bjs
Ser Estranho Ser!

maria emilia disse...

Oi,
Sabe tenho dois filhos, na segunda gravidez eu fiquei com muito medo do mar coisa que nunca tive,quando meu filho nasceu ele tinha pavor do mar se assustava até com o barulho das ondas na praia. Mas não era um medo normal era uma coisa abusurda de medo. Ele só entrou no mar aos 06 anos de idade, esse meu medo me acompanhou todo esse tempo, depois que ele entrou no mar e perdeu o medo o meu medo sumiu também, mas até hoje quando ele entra ainda sinto uma pontada no coração, muito estranho, né!! Beijos

ESpeCiaLmente GaSPaS disse...

maria emilia, dá que pensar, de facto! Será que ele morreu afogado? Fica a duvida... Mas o bom é que ele superou esse medo :))

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