No livro, Só o amor é real, o autor Brian Weiss passa-nos a mensagem de que cada um de nós tem uma alma gémea, uma pessoa que nos acompanha ao longo de todas as nossas vidas.
Deixo-vos dois bocadinhos do livro. Este, sobre o aborto:
"- Um aborto provocado ou espontâneo implica, em geral, um acordo entre a mãe e a alma que iria entrar no bebé. Ou o corpo do bebé não seria suficientemente saudável para poder desempenhar as tarefas planeadas na sua vida futura - continuei -, ou o tempo não era o adequado para os seus objectivos, ou houve uma modificação da situação exterior, como o abandono do pai quando os planos do bebé ou da mãe requeriam uma figura paterna. Compreende?
(...) - Vou falar-lhe apenas da minha investigação - expliquei -, não do que li ou ouvi dos demais. Esta informação vem dos meus pacientes, geralmente quando estes se encontram sob hipnose profunda. Por vezes as palavras são deles, outras vezes parecem provir de uma fonte mais elevada.
Pedro assentiu de novo com a cabeça, mantendo-se calado.
- Os meus pacientes dizem que a alma não entra de imediato no corpo. Na altura da concepção, a alma faz uma reserva. Mais nenhuma alma pode possuir aquele corpo. A alma que reservou o corpo daquele bebé em particular pode entrar e sair deste como desejar. Não está confinada. É semelhante ao que se passa durante um coma - acrescentei.
(...)- Durante a gravidez, a alma fica cada vez mais e mais ligada ao corpo - continuei - mas a vinculação apenas está completa por volta da altura do nascimento, pouco tempo antes, durante ou logo depois.
(...)- Tive casos nos quais a alma, depois dum aborto provocado ou espontâneo, volta para os mesmos pais no seu próximo bebé."
E mais um bocadinho... sobre, uma simpática mão:
"No final dum dos meus workshops, uma participante contou-me uma história maravilhosa.
Quando ela era pequena, se deixasse propositadamente a sua mão pendurada do lado de fora da cama, sentia que uma outra mão segurava com carinho a dela, e ficava tranquila independentemente da ansiedade que estivesse a sentir. Muitas vezes, contudo, quando a sua mão descaía por acaso para fora da cama, o aperto de mão surpreendia-a e ela instintiva e abruptamente retirava a mão, quebrando o contacto.
Ela sempre soubera quando procurar o contacto da mão para se sentir confortada. É óbvio que não existia nenhuma forma física debaixo da cama.
Ao crescer, a presença da mão manteve-se. Casou, mas nunca falou ao marido desta experiência, pois parecia-lhe ser muito infantil.
Quando engravidou do seu primeiro filho, a mão desapareceu. Ela sentiu falta da sua familiar e carinhosa companheira. Não existia nenhuma mão real que segurasse a dela daquela mesma forma.
O bebé nasceu, uma linda filha. Pouco depois do nascimento, estando deitadas juntas na cama, a bebé segurou-lhe a mão. Um reconhecimento súbito e poderoso daquela velha sensação familiar avassalou a sua mente e corpo.
O seu protector tinha regressado. Ela chorou de felicidade sentiu-se imersa numa enorme vaga de amor. Era a conexão que sabia existir muito além do mundo físico."
E por aí também há uma mão a segurar a vossa?